Há palavras que carregam dentro de si um mundo inteiro de sentimentos.
No Japão, existe uma delas: furusato.
Traduzida como “terra natal” ou “vilarejo de origem”, ela vai muito além de um ponto no mapa.
Furusato é saudade, pertencimento, raiz. É a lembrança viva do lugar onde a vida começou — um chamado silencioso que nunca se apaga do coração.
Assim como acontece com as tartarugas marinhas: elas cruzam oceanos imensos, enfrentam correntes e tempestades, percorrem distâncias inimagináveis… e, ainda assim, quando chega a hora de gerar vida, retornam com precisão quase mágica à mesma praia que as viu nascer.
É o furusato que as guia: invisível, mas irresistível. Um laço eterno que nem o tempo, nem a distância conseguem romper.
As Cartas de Susana foram escritas nesse mesmo espírito de furusato — como um retorno às origens, às memórias e aos afetos que moldaram os primeiros passos. Cada carta é um reencontro com o lar natal das lembranças, um gesto de agradecimento à vida e às raízes que sempre chamam de volta.

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